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Comunidade de Profissionais Integrativos

A Tribo dos Profissionais Autênticos é o nosso espaço seguro para troca, colaboração, estudo, conexões e capacitações. Use o whatsapp para compartilhar aprendizados, tirar dúvidas e/ou pedir ajuda.

Tribo NEWS

Próximos Eventos

Hially é endocrinologista e é nosso destaque do mês! Ela participou de muitos encontros, fez live, participou da mentoria e sempre com muita contribuição para a Tribo! 

A homenagem vai além de sua dedicação a Tribo, profissional responsável, pessoa carinhosa, que nos inspira no cuidado!

Obrigada Hially, por fazer parte de nossa Tribo!

A Tribo é um organismo vivo em constante evolução!

Estamos na Era da Capacitação, isso quer dizer que vamos abastecer nossos conhecimentos com conteúdos focados em te ajudar a se capacitar na abordagem integrativa.

Isso vai acontecer com maior intensidade nos próximos meses, com as seguintes ações:

  • Atualização da Biblioteca, onde ficam nossas fontes confiáveis
  • Atualização da nossa Farmácia Criativa, onde ficam ferramentas integrativas para você usar na prática
  • Criação da Formação em Atendimento Continuado, para você finalmente montar seu protocolo de atendimento usando o Método PAG – Pessoa como um todo, Autocuidado Apoiado, Gamificação e Feedback

Esses materiais serão no formato EAD, disponibilizados na nossa área de membros.

Nossos encontros de terça ou quinta continuam as 20h para discussões, mentoria e roda de conversa. Veja o calendário para não perder nada!

Vamos juntos!

GASLIGHT

Em uma tradução usual é a luz do lampião de gás que era a forma mais comum de iluminação das casas no início do século XX.

Título de uma peça de 1938 de Patrick Hamilton. Hoje traduzida, adaptada e dirigida pelo recém falecido Jô Soares. É o relato de um abuso psicológico baseado em enganos para tentar convencer a vítima de sua perda de sanidade.

Mas porque eu, como psicóloga, tentando ter uma abordagem integrativa, sinto a necessidade de falar sobre isso?

Tomei conhecimento de que isso não se restringe às relações sociais e de trabalho, pois existe o gaslight médico. 

Obviamente que um médico não tem a intenção ou a necessidade de instigar a perda de sanidade de seu paciente, mas pode inconscientemente minimizar ou desdenhar de seus sintomas, por achá-los incapazes de descrevê-los assertivamente.

A médica Nicole Mitchel sempre diz aos seus pacientes que eles são especialistas em seu corpo e sabem exatamente quando algo não está certo.

Ver seus sintomas subvalorizados ou ignorados durante a anamnese, deixar de pedir exames, atribuir sintomas a causas inespecíficas ou problemas preexistentes sem ter material que comprove ou descarte a queixa ou suspeita do paciente. 

Ter a experiência de ver suas preocupações descartadas por um médico é uma espécie de manipulação mental. O pior é que o paciente, acreditando que o médico sabe mais do que ele, lhe dá o crédito que ele deve estar certo e que suas preocupações são infundadas. Se acalma volta pra casa, sente-se mal estar novamente. O que pode resultar em não se ter mais tempo hábil para a intervenção médica necessária.

Excesso de pacientes e pouco tempo hábil para cada um, estresse do pronto atendimento, síndrome de burnout, pouco conhecimento, depressão endógena, são algumas das causas atribuídas a esse erro de diagnóstico.

Sei que para o médico sua atividade é muito estressante. Nem sempre se consegue a eficácia desejada. A vida humana é sempre valiosa. Errar é humano. São alguns dos jargões que respaldam suas atitudes. 

Sim, o médico é humano, tem problemas, mas perder um paciente é sempre um momento difícil. Pois sempre fica o pensamento: Aonde foi que errei? O que eu poderia ter feito que não resultaria nesse desfecho? Poderia ter feito diferente? Poderia ter feito mais ou melhor?

A culpa é sempre preocupante e pensamentos repetitivos que crescem em nossos conteúdos interiores são devastadores da sanidade. 

Por isso o papel do perdão é tão importante.

A cada atitude que tomamos buscamos o “nosso melhor”. Se nesse ponto da existência nosso melhor é só isso (o que é sempre uma reflexão do passado), aprendemos com o que foi atentado para não ficarmos tomando repetidamente a mesma atitude, conforme cresce nosso conhecimento cresce nossas habilidades e discernimento. Cresce nossa assertividade. E pensar que hoje poderia ter feito melhor sempre serve de consolo é o começo do perdão. 

Falar de erro médico é muito delicado e como psicóloga tenho um enorme compromisso com o bem estar emocional das pessoas. Ainda mais que culpa ainda está muito ligada a depressão e o suicídio entre médicos é quatro vezes maior que no resto da população. 

O erro médico pode ser a diferença entre vida e morte e o médico quando não consegue elaborar essa dicotomia pode facilmente atentar contra a própria vida. Em um estudo Simon e Lumry em 1968, elaboram algumas razões para essa taxa ser tão alta. Médicos tendem a negar estresse de natureza pessoal e desconforto psicológico; elaboram esquemas defensivos fechando-se a qualquer intervenção terapêutica eficaz. E ainda tem o conhecimento de todos os meios eficazes para o êxito e estão ao alcance das suas mãos. 

Por amor, mediante qualquer sintoma, procure ajuda. Pois os médicos são os mais resistentes a procurar ajuda. 

Crescer, aprender e perdoar são algumas das soluções. 

Com amor e atenção integrativa. 

Denise Kukrecht

CRP 06/14697

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